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Testemunho em meio às adversidades

A nossa missão como servos de Jesus é dar testemunho de Cristo, ainda que em situações adversas, estando firmes na promessa de que aquele que morre em Cristo não experimentará a morte eterna. No entanto, Jesus diz que devemos a cada dia tomar a sua cruz e segui-lo. Interessante é que cruz é instrumento de morte para quem a carrega. Isso significa que devemos mortificar a nossa carne e seus desejos todos os dias se desejamos seguir a Cristo, tendo a missão que nos foi confiada como mais importante e preciosa. Em resumo: se vivemos para Cristo, fazemos a sua vontade, mesmo que isso implique sacrifício próprio.

O apóstolo Paulo fala sobre isso em 2 Co. 4-11:15. Ele diz aos cristãos coríntios que, ao longo de sua vida ministerial, enfrentou muitas ameaças de morte e riscos de vida em razão do servir a Jesus. Entretanto, para ele, nada disso era em vão. Antes, servia para que Jesus se manifestasse, ainda em vida terrena, como testemunho ao mundo. Assim, o que para o servo de Jesus opera a morte, para aqueles que ouvem o evangelho, recebem o testemunho e creem, é operação para a vida.

O que anima o servo de Jesus é a sua fé, pois, em primeiro lugar, ele creu. Por isso, fala daquilo que Deus fez por ele, sabendo, ainda, que aquele que morre em Cristo não provará da morte eterna, antes, será ressuscitado por Jesus. Paulo cita Sl. 116.10, que é um salmo que reflete a angústia do servo do Senhor, bem como a sua gratidão por um grande livramento recebido. Se lermos esse salmo, notaremos o estado de espírito do apóstolo. Que grande angústia ele passava! Mas a sua fé no Senhor, poderoso para cumprir o seu propósito sem nos desamparar, o animava. O servo de Jesus entende que a sua vida cumpre um propósito maior para o Reino de Deus: ela é santificada por amor dos que ouvem o evangelho para que a graça alcance e transforme muitas vidas, além de glorificar cada dia mais o nome de Deus.

O apóstolo Paulo não tem a sua vida como mais importante que a sua missão. Pelo contrário, ele põe o servir a Cristo acima de sua vida, enfrentando a morte todos os dias para cumprir a sua missão. Muitos de nós hoje não enfrentamos a morte física para anunciar o evangelho, mas o princípio segue sendo válido (ou seja, o do desapego a própria vida em prol do Reino de Deus). O que você tem sacrificado em prol da missão que Cristo colocou em sua vida? Será que a sua vida tem sido mais relevante que o propósito para o qual Deus o criou?

Jesus disse aos apóstolos que aqueles que haviam deixado tudo para segui-lo teriam grande recompensa (Lc. 18.28:30), mas quão difícil é crer, ante a nossa limitação, e renunciar a certas coisas, não é? A vida moderna nos dá certos confortos que, em contraposição, apresentam um preço que pode custar uma vida dedicada a Deus e a sua obra. São benesses ao qual nos apegamos de tal forma que chegamos não nos imaginarmos sem elas (ainda que sejam mundanos e temporais). Poderíamos mencionar, como exemplos, relacionamentos, bens ou mesmo um emprego em que empregamos toda a nossa energia para alcançar ou manter, colocando-os acima da obra de Deus.

Precisamos nos atentar que, mais relevante, é “aquilo que não se vê”, ou seja, as coisas eternas e incorruptíveis. Precisamos ser reflexo de Cristo para este mundo perdido e darmos o testemunho Dele em nossas vidas. Devemos mortificar, ou seja, enfraquecer, tornar írrita (ou seja, nula) a vontade da carne, a ponto de Cristo viver em nós e nós vivermos o seu propósito. Contudo, o que irá nos animar a viver assim é a fé. Logo, se você percebeu que ainda não possui tal fé, peça a Deus que faça tal obra em sua vida.

 

2 Co. 4.13: “E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: ‘cri; por isso, falei’. Nós cremos também; por isso, também falamos”.


Escrito por Leonardo Barreto

 
 
 

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